quinta-feira, 14 de abril de 2011

Enquanto isso, no planeta dos macacos...

Enquanto isso, no planeta dos macacos…

No último mês de fevereiro, enquanto aguardava no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro meu vôo para Santiago do Chile, conversava sobre aviões com um dos meus irmãos. Em meio a essa conversa, lhe disse como é impressionante o fato de que nós, seres humanos, somos capazes de cruzar o continente através de aviões, enquanto que a espécie animal que estaria mais próxima de nós em grau evolutivo ainda está pulando de galho em galho. Às vezes me parece que perdemos a capacidade de admirar os feitos da raça humana, e perceber o imenso abismo que nos distingue das outras espécies.
Nós inventamos a roda. Começamos a utilizar animais como meio de locomoção. Inventamos a carroça, o automóvel, o trem-bala. Aprendemos a cruzar os mares e oceanos. Criamos o barco, o navio, o submarino. Aprendemos a cruzar o céu. Inventamos o helicóptero, o avião, o jato. Chegamos ao ponto de sair do planeta por meio de foguetes e ônibus espaciais. Enquanto isso, os macacos…
Chegando ao Chile, logo fiz uma ligação para minha família no Rio de Janeiro. Fico admirado com nossa capacidade de comunicação à distância. Criamos alfabetos, começamos a escrever cartas. Inventamos o telégrafo, o telefone, o aparelho celular, o rádio, a televisão, a internet. Enquanto isso, os macacos…
Ainda nas cavernas, começamos a fazer pinturas. Daí em diante, nossas habilidades nessa área se desenvolveram. Hoje algumas de nossas pinturas se encontram em museus e exposições de artes. Começamos a fazer esculturas, poesia, música, literatura, teatro, cinema. Enquanto isso, os macacos…
Nos dedicamos ao conhecimento. Estudamos o homem (antropologia), o corpo humano (biologia, medicina), a mente humana (psicologia), a sociedade humana (sociologia), o pensamento humano (filosofia). Estudamos os animais (zoologia) e as plantas (botânica). Desenvolvemos ciências como a física, a química, a matemática, a astronomia. Enquanto isso, os macacos…
Por mais que haja semelhança entre o homem e o macaco, a tal ponto que o darwinismo supõe que ambas as espécies descendem de um antepassado em comum, o que me surpreende e me deixa fascinado é o fato que, apesar de tais semelhanças, há uma diferença abismal entre essas espécies. E para mim, o teoria da evolução ainda se mostra insuficente para explicar tão extraordinária diferença.
Diante do que os meus olhos observam, ainda faz todo sentido para mim uma antiga declaração, feita por Aquele que existe desde sempre: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn. 1:26).
Em Cristo,