quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Príncipe da Paz

                         Príncipe da Paz, estou sozinha
       Na Terra que é o estrado dos Teus pés
E vendo a minha pequenez,
Prostro-me e choro
Pedindo o Teu socorro.
Sinto frio.
Perco a calma
Nas lembranças do que fiz.
Abro janelas, cérebro agitado,
Vislumbro sombras: são o meu passado,
Recordações amargas do que já vivi...
Trago o coração diminuído,
Apertada a garganta,
Visão turbada pelas lágrimas.
Eu sei que tudo sabes
E que me vês assim, como hoje estou.
Sei que me amas
E que de mim tens compaixão.
Por isso, de repente,
Sinto o Teu olhar amoroso sobre mim
E uma força nova me alimenta
E a voz, antes presa na garganta,
Explode num louvor.
Teu nome me acalma,
Tua presença me consola,
Teu amor me aquece.
Fecho, então, todas as janelas que abri,
     Uma a uma —
E abro a porta, embriagada,
E Te adoro
E Te louvo
E Te agradeço a visita.
Já não estou mais só
E minha alma salta do estrado dos Teus pés
Para os Teus braços.