quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Eu fugitivo


Quando precisei de mim
não me vi.
Parti a minha procura,
mas já me distanciara demais.
Tentei fazer de ti meu eu fugitivo,
mas tu te perdeste no rodopio,
pois tua fraqueza era maior que a minha...
Sorri de mim mesma
e me julguei profunda, forte,
mas não pude me divisar
nunca mais...


Insana!


De triste tornei-me insana.
A vida não faz sofrer!
A alma que mora em mim,
Esta sim, errando sempre,
põe-me os dentes a ranger.
Sair de mim! Ah, meus sonhos...
Vi-te neles tão pequeno
como te tornaste, eu insone.
Dói-me estar desperta e ver
o que sonhei não ser sonho.
O rancor, se em mim espalha,
que me chego a sentir lúcida...
Já chega com tudo isso!
Sou insana, sei ser insana.
Nasci para ser insana!
O sofrimento é uma marca
que a nada mais justifica! 



Sem surpresas


Não mais surpresas!
Não queira mais me surpreender.
Conheço sua alma
Seu pensar
Seu eu
Sou eu... 


Falsidades mútuas...

Descobrir-te falso, frio,
com aparência tão doce,
faz-me pensar como fosses
pedra de fundo de rio.

A verdade tem tal força
a atravessar tempo e espaço
que os versos de amor que faço
fazem que a alma se torça.

Não foi amor que vivemos.
Nada fomos, nem seremos
depois de tal descoberta.

Fui-te infiel, tu mentiste.
O que nos sobra é tão triste...
Mas minha alma está liberta!


Ao meu poeta


Morreram todos em um
e ele sem saber
que começaria a Vida
sem mais tormentos
sem indagações
e nem que a nós legava
um universo de beleza
e de infindáveis questionamentos...


Natal de novo!


Chega mais uma vez o Natal.
Que brasileiro gosta de festas é inegável, mas a festa de Natal está amplamente descaracterizada.
Papai Noel assumiu como festa dele e destronou o aniversariante, de quem, aliás, ninguém soube ao certo o dia exato em que nasceu. Mas era para ser comemorado o aniversário dele, já que o nome da festa é Natal...
Talvez seja por isso que nunca dei importância a esse dia. 
O que mais me surpreende nem é a troca do aniversariante por um gordo vestido de vermelho, numa carruagem puxada por renas. Surpreende-me, verdadeiramente, a hipocrisia do ser humano que alardeia perdão aos inimigos, faz votos de felicidades, troca presentes, sente-se na obrigação de consumir tendo ou não verba para tal feito, neste dia. 
Não que eu ache desimportante tudo isso, mas escolher apenas um dia do ano para ser amigável, perdoador, humanitário, cheio de boas intenções, carinhoso, atencioso e amoroso, e nos demais dias, viver como sempre viveu, com rancores, mágoas, falta de humildade, sendo extremamente competitivo, desonesto, corrupto, mau pai, má mãe, mau filho, usando de uma agressividade ímpar, sem respeito aos homens e aos animais, sem respeitar sequer o planeta em que vive, enfim, sem nenhum traço de amor a si e ao próximo, faz da pessoa um ser despreparado para viver em sociedade. Pura e mera hipocrisia!
Não pactuo com isto. Não me presto a viver assim.
Tenho para mim a concepção de que todos os dias são próprios para se manifestar o Amor, sim, Amor com maiúscula, aquele mesmo Amor que Deus tem por tudo o que criou.
Mas o que vejo na realidade é que o Homem se esquece de seu Criador, já não o louva e nem obedece. Isso, dizem alguns, é para os "ignorantes", os "fanáticos", os "lunáticos".
Os "espertos", os "inteligentes", os que sabem realmente viver, celebram a hipocrisia vestida de vermelho, ainda que nem tenha neve e o gordo todo vestido esteja suando às bicas... 
Tente uma vez mais ser feliz, povo natalino!
F. M. A.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Goodbye - Lionel Ritchie(Legendado)


Hoje é o dia do aniversário do meu único filho, Rafael. Mesmo não estando mais comigo, faço uma homenagem, não pensando em despedidas, mas em reencontro.

Uma vez mais, como em tantos dias, peço ao Senhor que lhe dê os parabéns por mim e lhe conte da minha saudade, do meu amor e da minha espera em reencontrá-lo.

Obrigada, meu Deus, por me permitir conhecer e amar esta jóia que o Senhor um dia me emprestou.


sábado, 12 de novembro de 2011

A felicidade pode demorar

Dizem por aí que este texto seria do Luis Fernando Veríssimo. Não creio,
pelos erros de concordância, mas parabenizo o autor, seja ele quem for...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Incômodo

Infelizmente ando incomodada com a linguagem chula usada por um pastor de quem sempre gostei.
Talvez seja o caso de isso sempre ter ocorrido e de eu, por não acompanhar tão assiduamente, não ter percebido, mas ando muito incomodada com o fato.
Nunca fui "santarrona", mas daí a ter que ouvir sempre o mesmo "palavreado" recheado de "ilustrações" tão pesadas aos ouvidos vai uma grande distância.
Há algo podre nisso e fico admirada que um pastor diga que seu programa não é para crianças. Se crianças não podem estar ao lado dos pais para assistir a algo, então sinto que é preciso me afastar com urgência. 
Afastar-me de pregadores que, em sendo (ou se sentindo) tão sábios estão se passando por tolos e medíocres.
Sinto muito, por mim e pela Palavra que é tão simples e tão linda.
Estou saindo, embora sangrando.
F. M. A. 

domingo, 7 de agosto de 2011

Texto de Jehozadak Pereira

Jehozadak Pereira
Jornalista | Escritor | Editor
A inveja tem cura?
Posted on September 29, 2007 by jehozadakpereira 




Você deve estar se perguntando se há cura para a inveja? A inveja tem cura? Se olharmos do ponto de vista humano não há perspectiva para o invejoso. Não há cura para a inveja, no ponto de vista da medicina, é talvez um dos únicos, senão o único mal que aflige a humanidade para o qual não há a mínima perspectiva de cura.
O que fazer então? Gostaria de neste artigo tirar a questão da inveja incurável do campo material e trazê-la para o sobrenatural e espiritual.
Vou falar primeiro para você que sofre com a inveja. Não desanime, Deus tem a solução para o seu problema. Depois para você que é invejado. Deus é o seu amparo e proteção.
Quero dar a você uma boa notícia. A inveja tem cura! Há esperança sim, para o invejoso. Você não precisa mais padecer deste mal que tem atormentado gerações, e transformado para pior vidas e existências. Vamos para a Bíblia – palavra de Deus para toda a humanidade. Em 1 João 1.9 diz que “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Isto significa que para que você alcance graça em tempo oportuno é preciso primeiro reconhecer que existe em você o pecado da inveja, depois que você confesse o pecado da inveja. Sozinho, você não encontrará forças e nem ânimo para abandonar o seu pecado.
Não se preocupe com isto, a força necessária virá de Deus. Sem exagero e sem querer te ofender, você precisará passar por um processo tal como quem luta para se livrar das drogas ou de qualquer outro vício.
Para você que é invejado, não se preocupe. Veja em Números 22 que Balaque, o rei pagão propõe a Balaão, o falso profeta que amaldiçoasse Israel. O que teria de fazer Balaão? Praguejar contra Israel e vaticinar as piores coisas contra Israel, as suas piores profecias.
Saiba que quando Deus abençoa, ninguém pode amaldiçoar, dê o testemunho das bênçãos que Deus te concedeu. Não se preocupe. Você que é um homem ou uma mulher de Deus, é que são abençoados, e por isto mesmo tem o respaldo divino. Desfrute daquilo que Deus te concedeu sem culpas, podem fazer de tudo contra você – reuniões, complôs, cartas, fofocas, intrigas e futricas, podem fuxicar de você o quanto quiserem. “Mau-olhado”, língua mentirosa para tentar te deter, te travar, macumba, feitiçaria, vodu, etc. Nada pode barrar você. Deus tem um compromisso com aqueles que são fiéis. Tudo aquilo que Deus te deu faça, porque é assim que Ele quer. E mais ainda dê o testemunho das bênçãos que você recebe para a edificação de outros.
Provérbios 4.18 “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. Veja o contraponto do perverso “O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam” – Provérbios 4.19. Enquanto o teu caminho é plano e perfeito, o do invejoso é baço e escuro.
Você estará imune a inveja se permanecer debaixo do poder do Senhor, mas e se você não for um cristão? Então estará perdido? Não. Não é assim. Existem pessoas que nunca entraram numa igreja, ou jamais tiveram um encontro com Deus, e que são abençoadas, prósperas, sem apego as coisas materiais, e que são invejadas, mas protegidas por Deus.
Um fenômeno muito interessante, é que se conversarmos com pessoas a nossa volta e perguntarmos acerca da inveja, a grande maioria deles, senão todos vão se dizer invejados. Vão justificar-se dizendo que são perseguidos, que são atacados, que são “martirizados” diariamente por causa da inveja que despertam. Mas basta conversar um pouco com cada um para se dar conta da triste realidade – são eles mesmos os invejosos.
Neste caso, é muito mais difícil que o invejoso admita a inveja e se arrependa. Ele vai apresentar inúmeras razões para se dizer invejado, quando na realidade ele não tem nada que possa provocar tal sentimento, mas ao se dizer invejado ele busca esconder seus modos e transferir para outros o seu mal.
Estes também, e, sobretudo, precisam tratar-se. Há também os casos – raros – de inveja a distância. No meio cristão há muito disto, um cantor que imita outro cantor, veste-se igual, corta o cabelo do mesmo jeito; um pastor que imita outro pastor famoso e em evidência. Afirmam que o fazem por admiração. Mas na realidade é inveja, inveja destilada no mais alto grau. São os casos intangíveis. Vai-se atrás por achar que fazendo assim terão o êxito e o sucesso do outro.
Deus pode pelo seu imenso poder e misericórdia curar de qualquer mal, inclusive a inveja. Mas Ele não vai curar se você não admitir o pecado e pedir a Ele a cura. Mas como admitir a inveja?
Você deve estar se indagando se eu estou afirmando que a inveja é uma doença? Sim, estou afirmando que não é só uma doença como também um pecado, aliás, um grave pecado. Além da cura física, você precisa da cura espiritual, mas perdoe-me por enfatizar novamente – você precisa confessar o seu pecado.
Deus é onisciente e sabe de tudo o que acontece com você. Deus sabe quem é você, conhece as suas carências e necessidades, e conhece cada passo seu – Salmo 139.15-16 “… os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda”, ou ainda o versículo 23 “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”.
Mas, vamos considerar que você não tenha forças e muito menos o jeito necessário para reconhecer e admitir. Vamos também admitir que você em vez do médico precise de um advogado – 1 João 2.1-2. Por outro lado à receita adequada e eficiente para vencer e superar a inveja é o amor. Ao reconhecer e buscar a ajuda necessária suficiente você certamente será envolvido no amor e terá o seu problema resolvido. Você precisará superação, renúncia da prática da inveja, força de vontade, e apego às coisas de Deus.
Psicólogos e terapeutas recomendam uma série de práticas para vencer e superar a inveja, uma delas é a sublimação – processo inconsciente que consiste em desviar a energia da libido – instinto ou desejo sexual; na psicanálise é a energia motriz dos instintos de vida – para novos projetos, de caráter útil. Vejam que a linguagem psicanalítica é empolada e de difícil entendimento, e mais confunde do que elucida, e não trás nenhuma ajuda ou auxílio prático.
É deste modo que o mundo trata a inveja – com paliativo e desculpa. Muita desculpa. Justifica-se a inveja sem, contudo se aprofundar nas suas razões – se é que há razões tanto para a inveja quanto para o invejoso.
A psicanálise busca trabalhar isto de forma e modo que o invejoso “desvie” a sua – dele – atenção do invejado para algo útil. Difícil de entender não? Ataca-se o efeito e não a causa.
Terapias, cursos, palestras, conselhos, etc. Mas nada que elimine definitivamente a inveja. O contexto do velho testamento nos diz que o leproso devia às vezes ser isolado do grupo, pois com a sua doença se tornava impuro e indigno de estar junto das outras pessoas no mesmo ambiente. Pois vejam, que a lepra que é uma doença degenerativa dos tecidos humanos hoje pode ser controlada e até mudou de nome – hanseníase – quase já não é mais necessário confinar o doente. Talvez você conviva com algum sem o saber.
Portanto, para aquilo que não havia a esperança de cura, hoje já há. Para aquilo que não tinha esperança, hoje há. Vejam que até para a AIDS, se ainda não há a cura, há pelo menos uma esperança, e a doença pode ser controlada a força e ao poder de remédios que fortalecem o sistema imunológico do infectado. Mas as pesquisas continuam para a descoberta da cura definitiva da doença.
Há quem veja a inveja como uma maldição. Não há maldição na vida do crente – Romanos 8.1 “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”, portanto, a inveja não pode permanecer na vida do crente.
Identifique se existe inveja na sua vida. Você pode ser amargurado, ganancioso e avarento. Isto tudo pode ser em decorrência da inveja. Você pode se surpreender ao se descobrir “portador” de todos estes males, são os efeitos colaterais da inveja.
Não há escravidão, jugo, prisão, sentimento pérfido que o sangue de Jesus não possa curar e libertar. Há sim, cura para a inveja e o remédio é o sangue purificador de Jesus Cristo – o filho de Deus. O sangue de Jesus! E não se esqueça de pedir ajuda ao consolador da humanidade – o amigo Espírito Santo – João 14.16-17 – “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós”.
Sim, só o sangue de Jesus é o que pode curar a inveja!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Transtorno do Pânico

" E nenhum Grande Inquisidor tem prontas tão terríveis torturas como a ansiedade tem; e nenhum espião sabe como atacar mais inteligentemente o homem de quem ele suspeita, escolhendo o instante em que ele está mais fraco; ou sabe onde colocar armadilhas em que ele será pego e enredado, como ansiedade sabe e nenhum juiz é mais esperto e sabe interrogar melhor, examinar, acusar como ansiedade sabe, e nunca o deixa (a vítima) escapar, nem através de distrações, nem através de barulhos, nem divertindo, nem brincando, nem de dia nem de noite..."

Soren Kierkegaard, The Concept of Dread.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Noite


                                    NOITE
                   
 Acolhe-me, ó noite platinada,
os pensamentos e a alma, num enleio,
a relembrar os sentimentos idos
como se eu fora dividida ao meio.
 
Ontem e hoje, tempo e espaço apenas,
revelam um sonho acalentado a dois.
Tínhamos tudo. O ontem foi feliz.
Não temos NÓS no espaço do depois...
 
Sinto-me só, na noite em que estás só.
A tua falta assenta-se na cama
a me dizer que o amor se tornou pó.
 
Diviso em névoa teu rosto querido
e digo à falta que me fazes (tanta!...)
que o nosso amor é vivo e, à noite, canta.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sobre Bin Laden



Andei lendo e ouvindo muito sobre a notícia da morte do terrorista mais procurado do mundo e, diante de tantas pessoas que acusam Obama de assassinato, invasão, etc., me ponho a refletir.
Se Osama fosse apenas capturado e levado aos EE. UU. para ser julgado, alguém tem dúvidas de que ele seria considerado CULPADO? Só seria inocentado pelos que o seguiram e pactuaram com seus crimes hediondos contra a humanidade (contra inocentes, diga-se de passagem) e estes não estariam no corpo de jurados, claro! 
Partindo deste pressuposto, ele seria penalizado. Qual seria a pena? Enforcamento, tal qual Sadam Hussein? Injeção letal? Porque não dá pra ser prisão perpétua, diante de tantos fatos criminosos e diante das probabilidades deste homem continuar a ter contato com seus asseclas . Então ele seria executado? Muito provavelmente!
Obama, imbuído da autoridade que tem como Presidente do país que mais foi atingido, decretou sua execução sumária. Ele errou? Claro que não!
Obama apenas antecipou-se a um prolongamento desnecessário de um julgamento, cujo resultado todos já sabiam qual seria.
 Sinto muito por aquelas pessoas que queriam ver sangue, os vampiros ocultos da humanidade, que dariam tudo pra ver a execução de Osama. Mas creiam, foi melhor assim.
Quanto ao Paquistão ser ou não conivente com terroristas, não o creio. Um país acuado por um reduto terrorista que vive nele e que pode se voltar contra ele com um furor ensandecido, tem mesmo que "ficar calado", mesmo que na aparência. 
Alguém realmente pensa que a autoridade paquistanesa não sabia de nada? Por favor, se poupem! 
O fato foi consumado com a aquiescência de todos. 
Há quase dez anos o mundo todo esperava por isso...
"A justiça foi feita!" segundo os homens.

10 coisas a aprender com os japoneses

                                

                                 黒岩

– 01 –
A CALMA
Nenhuma imagem de gente se lamentando,
gritando e reclamando que
“havia perdido tudo”.
A tristeza por si só já bastava.

– 02 –
A DIGNIDADE
Filas disciplinadas para água e comida.
Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.

– 03 –
A HABILIDADE
Arquitetos fantásticos, por exemplo.
Os prédios balançaram, mas não caíram.

– 04 –
A SOLIDARIEDADE
As pessoas compravam somente o que realmente
necessitavam no momento.
Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

– 05 –
A ORDEM
Nenhum saque a lojas.
Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas.
Apenas compreensão.

– 06 –
O SACRIFÍCIO
Cinqüenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar
para os reatores da usina de Fukushima.
Como poderão ser recompensados?

– 07 –
A TERNURA
Os restaurantes cortaram pela metade seus preços.
Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância.
Os fortes cuidavam dos fracos.

– 08 –
O TREINAMENTO
Velhos e jovens,
todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente
o que lhes foi ensinado.

– 09 –
A IMPRENSA
Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias.
Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis.
Apenas calmas reportagens dos fatos.

– 10 –
A CONSCIÊNCIA
Quando a energia acabava em uma loja,
as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras
e saiam calmamente.

NENHUM ARRASTÃO, CONTRA O POVO ou PARA ROUBAR O COMÉRCIO

Mensagem enviada por e-mail por Ana Matos
Copiado do Blog www.cristaoconfuso.com

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Momento



Hoje desdenhei a razão
e me relacionei com pessoas duras
de palavras cortantes
como o frio aço
a separar
a dividir
e sangrei...

Liberdade



Eu gosto de ser poeta
na liberdade irrestrita
de escolher o que escrever.
Poeta jamais seria,
se grilhões me aprisionassem
e eu só cantasse tristezas
e amores mal-resolvidos.
Só sou poeta porque
sofrendo escrevo alegria,
minto, finjo, escondo ou mostro,
fazendo só o que gosto,
escrevendo o que decido.
Escrevo aquilo que sinto
e o que te vejo a sentir,
escrevo o que gostaria,
mas que não pode existir,
faço arte e artimanhas,
brinco com todas as letras
se nelas encontrar vida.
E retrato e espelho ainda
a beleza e a fealdade.
Poeta jamais seria
se não fosse em liberdade...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Enquanto isso, no planeta dos macacos...

Enquanto isso, no planeta dos macacos…

No último mês de fevereiro, enquanto aguardava no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro meu vôo para Santiago do Chile, conversava sobre aviões com um dos meus irmãos. Em meio a essa conversa, lhe disse como é impressionante o fato de que nós, seres humanos, somos capazes de cruzar o continente através de aviões, enquanto que a espécie animal que estaria mais próxima de nós em grau evolutivo ainda está pulando de galho em galho. Às vezes me parece que perdemos a capacidade de admirar os feitos da raça humana, e perceber o imenso abismo que nos distingue das outras espécies.
Nós inventamos a roda. Começamos a utilizar animais como meio de locomoção. Inventamos a carroça, o automóvel, o trem-bala. Aprendemos a cruzar os mares e oceanos. Criamos o barco, o navio, o submarino. Aprendemos a cruzar o céu. Inventamos o helicóptero, o avião, o jato. Chegamos ao ponto de sair do planeta por meio de foguetes e ônibus espaciais. Enquanto isso, os macacos…
Chegando ao Chile, logo fiz uma ligação para minha família no Rio de Janeiro. Fico admirado com nossa capacidade de comunicação à distância. Criamos alfabetos, começamos a escrever cartas. Inventamos o telégrafo, o telefone, o aparelho celular, o rádio, a televisão, a internet. Enquanto isso, os macacos…
Ainda nas cavernas, começamos a fazer pinturas. Daí em diante, nossas habilidades nessa área se desenvolveram. Hoje algumas de nossas pinturas se encontram em museus e exposições de artes. Começamos a fazer esculturas, poesia, música, literatura, teatro, cinema. Enquanto isso, os macacos…
Nos dedicamos ao conhecimento. Estudamos o homem (antropologia), o corpo humano (biologia, medicina), a mente humana (psicologia), a sociedade humana (sociologia), o pensamento humano (filosofia). Estudamos os animais (zoologia) e as plantas (botânica). Desenvolvemos ciências como a física, a química, a matemática, a astronomia. Enquanto isso, os macacos…
Por mais que haja semelhança entre o homem e o macaco, a tal ponto que o darwinismo supõe que ambas as espécies descendem de um antepassado em comum, o que me surpreende e me deixa fascinado é o fato que, apesar de tais semelhanças, há uma diferença abismal entre essas espécies. E para mim, o teoria da evolução ainda se mostra insuficente para explicar tão extraordinária diferença.
Diante do que os meus olhos observam, ainda faz todo sentido para mim uma antiga declaração, feita por Aquele que existe desde sempre: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn. 1:26).
Em Cristo,

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Luminosidade

Já não me assombram mais
os novos conhecimentos.
Os seres humanos divergem,
sendo iguais desigualmente.
Os que marcam presença em vida
são percebidos desiguais, incomuns,
apenas pela luminosidade
que lhes é inerente
e que, ainda que o não queiram,
ofusca todos os demais.

terça-feira, 8 de março de 2011

Sobre Educação, postado no UOL

08/03/2011 - 00h02

Qualificação profissional e educação não garantem o futuro

Paul Krugman
  • Milhares de chineses desempregados visitam uma feira de emprego na cidade de Shenyang, nordeste da China. Concorrência para os trabalhadores qualificados nos Estados Unidos
    Milhares de chineses desempregados visitam uma feira de emprego na cidade de Shenyang, nordeste da China. Concorrência para os trabalhadores qualificados nos Estados Unidos
Todo mundo sabe que a educação é um fator fundamental para o sucesso econômico. E todos sabem que os empregos do futuro exigirão níveis de qualificação cada vez mais elevados. Foi por isso que, ao dar uma declaração quando estava acompanhado do ex-governador da Flórida Jeb Bush, na última sexta-feira, o presidente Barack Obama afirmou: “Se nós desejarmos mais boas notícias sobre empregos, precisaremos investir mais em educação”. Mas há um erro em relação a esta verdade conhecida por todos.
No dia seguinte ao evento do qual Barack Obama e Jeb Bush participaram, o “The Times” publicou um artigo sobre o uso crescente de softwares para a realização de pesquisas na área de direito. Os computadores são capazes de analisar rapidamente milhões de documentos, realizando de maneira barata uma tarefa que antigamente exigia um batalhão de advogados e especialistas em direito. Neste caso, então, o progresso tecnológico está na verdade reduzindo a demanda por trabalhadores com alto nível educacional. E as pesquisas na área de direito não se constituem em um exemplo isolado.
Conforme o artigo observa, os programas de computador estão também substituindo engenheiros em certas atividades, como o design de chips. Falando de forma mais abrangente, a ideia de que a tecnologia moderna elimina apenas os empregos para trabalhadores não qualificados, e de que os profissionais de alta qualificação são os nítidos vencedores, pode prevalecer nas discussões populares, mas a verdade é que tal ideia está na verdade superada há décadas.
O fato é que desde mais ou menos 1990 o mercado de trabalho dos Estados Unidos caracteriza-se não por um aumento generalizado da demanda por qualificações, mas sim por esvaziamento de uma “zona intermediária”: o número de empregos de alta e de baixa remuneração têm crescido rapidamente, mas o daqueles de remuneração média – ou seja, aquele tipo de trabalho que sustenta uma classe média robusta – tem ficado para trás. E esse buraco no campo intermediário do mercado de trabalho tem aumentado continuamente: muitas das ocupações de alta remuneração que cresceram rapidamente na década de noventa têm crescido muito mais lentamente nos últimos tempos, ainda que o índice de empregos de baixa remuneração tenha se acelerado. Por que isso está acontecendo?
A crença de que a educação está se tornando cada vez mais importante se baseia na ideia aparentemente plausível de que os avanços tecnológicos resultam em um aumento das oportunidades de emprego para aqueles indivíduos que trabalham com informação – ou, em outras palavras, na ideia de que os computadores ajudam aqueles que trabalham com o cérebro, prejudicando ao mesmo tempo as pessoas que fazem trabalhos manuais.
Alguns anos atrás, porém, os economistas David Autor, Frank Levy e Richard Murnane argumentaram que esta era a forma errada de pensar a respeito dessa questão. Eles observaram que os computadores são excelentes para as tarefa que envolvem rotina, “tarefas cognitivas e manuais que são realizadas mediante o seguimento de regras explícitas”. Portanto, qualquer tarefa rotineira – uma categoria que inclui muitos empregos qualificados, não manuais – encontra-se na linha de fogo.
Por outro lado, os trabalhos cuja execução não se dá mediante o seguimento de regras explícitas – uma categoria que inclui vários tipos de trabalho manual, de motoristas de caminhão a zeladores de edifícios – tenderão a crescer mesmo com o progresso tecnológico. A questão fundamental é que a maioria do trabalho manual que ainda está sendo realizado na nossa economia parece ser de um tipo que é difícil de automatizar.
Notavelmente, com os operários respondendo por cerca de 6% do emprego nos Estados Unidos, não restaram muitos empregos nas fábricas para serem perdidos. Enquanto isso, muitos trabalhos qualificados que são atualmente realizados por profissionais de alto nível educacional e que geram um pagamento relativamente elevado poderão ser em breve computadorizados. O aspirador de pó robotizado Roomba pode ser engraçadinho, mas falta muito ainda para que tenhamos robôs atuando como zeladores de prédios. Mas a pesquisa computadorizada na área de direito e os diagnósticos médicos auxiliados por computadores já fazem parte da realidade atual.
Além disso, há a globalização. Antigamente, só os trabalhadores de fábricas precisavam se preocupar com a concorrência do exterior, mas a combinação de computadores e telecomunicações tornou possível o fornecimento de diversos serviços à distância. E as pesquisas dos meus colegas da Universidade de Princeton, Alan Blinder e Alan Krueger, sugerem que os trabalhos de alta remuneração feitos por profissionais de elevado nível educacional são mais fáceis de serem transferidos para o exterior do que aqueles desempenhados por trabalhadores de remuneração e nível educacional mais baixos.
Caso eles estejam certos, a tendência crescente de internacionalização dos serviços esvaziará ainda mais o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Então, o que tudo isso nos diz a respeito de políticas públicas? Sim, nós precisamos consertar o sistema educacional dos Estados Unidos. Em especial, as desigualdades que os norte-americanos enfrentam logo no início – crianças brilhantes oriundas de famílias pobres têm uma probabilidade menor de concluírem um curso superior do que os crianças bem menos capazes, mas que são filhas de indivíduos ricos – não se constituem apenas em um escândalo; elas representam também um enorme desperdício do potencial humano do país.
Mas existem certas coisas que a educação não é capaz de fazer. Em especial, a ideia de que fazendo com que mais jovens cursem a universidade nós seremos capazes de restaurar aquela sociedade de classe média com a qual estávamos acostumados é inteiramente falsa. Ter um diploma superior não representa mais garantia de um bom emprego, e isso está se tornando cada vez mais verdadeiro a cada década que passa. Portanto, se quisermos uma sociedade na qual a prosperidade seja amplamente compartilhada, a educação não é a resposta – nós teremos que procurar construir tal sociedade diretamente.
Precisamos restaurar o poder de negociação que o trabalho perdeu nos últimos 30 anos, de forma que tanto os trabalhadores comuns quanto os super astros contem com a capacidade de negociar por melhores salários. Nós temos que garantir as coisas essenciais, em especial o acesso aos serviços de saúde, a todos os cidadãos. O que não conseguiremos fazer é atingir esse objetivo apenas dando diplomas universitários aos trabalhadores. Esses diplomas poderão representar cada vez mais a entrada em empregos que não existem ou que não pagam salários de classe média.
Paul Krugman

Paul Krugman

Professor de Princeton e colunista do New York Times desde 1999, Krugman venceu o prêmio Nobel de economia em 2008

Reflexões para a humanização nos hospitais

Sobre resiliência

Concordo com os pareceres dos psicólogos citados no artigo anterior, mas faltou o item principal, na minha opinião de pessoa com um histórico de vida marcado pelas muitas desgraças.
Eu colocaria como item principal o jogar-se nas mãos de Jesus, com a medida de fé que lhe foi dada, porque foi exatamente assim que me tornei resiliente, por ELE.
F. M. A.

Resiliência



Aprenda a superar as frustrações

Confira oito atitudes essenciais para resolver qualquer problema e sair das frustrações ainda mais forte



Por que algumas pessoas levam um safanão da vida e conseguem se reerguer, enquanto outras se afundam em sentimentos negativos? A resposta tem uma única palavra, pouco usada no dia a dia, mas fundamental para uma vida feliz:resiliência. Esse é o nome dado à capacidade de vencer dificuldades e se deixar transformar por elas, saindo ainda mais forte da situação.

O termo resiliência foi adotado para descrever aqueles que se adaptam facilmente às mudanças, assumem responsabilidades e encaram tudo com humor e energia.

O que nos faz resilientes?

"O que leva as pessoas a enfrentar o luto com esperança e sair de uma situação dolorosa - a morte de alguém querido ou a perda de um emprego - é a maturidade adquirida com o sofrimento. O resiliente se fortalece na luta", afirma o psicólogo George Souza Barbosa, professor do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento Aliança (SP).

Todos podem se treinar para conquistar a resiliência - adotando as atitudes a seguir:

Respire fundo antes de agir por impulso

1. Autocontrole

O segredo está no equilíbrio emocional. "Ser capaz de administrar as emoções diante do inesperado é sinal de maturidade", diz George. Quanto pior a situação, maior a necessidade de ter a mente serena para tomar a decisão certa - não se resolve problema de cabeça quente.

Treino
Antes de agir, respire fundo para equilibrar os batimentos cardíacos e se acalmar.  Explica o psicólogo: "Essa breve pausa impede a reação imediata, possivelmente desastrosa, lhe dando tempo para ver o que fazer de racional".


2. Flexibilidade

Nem sempre as coisas saem como se quer, mas quem é flexível reage melhor diante de imprevistos e encontra saídas alternativas, às vezes melhores do que havia planejado.

Treino
Tenha um plano B. "Imagine outros caminhos até seu objetivo. Se de um jeito não deu certo, tenha desprendimento e avalie o lado bom de algo novo, ou seja, do que não era o que você esperava", orienta Claudia.


3. Humor

O otimismo suaviza o stress e ajuda a encarar problemas de forma prática e positiva, transformando a angústia em esperança.

Treino
Ter humor não é sorrir o dia inteiro, e sim manter uma atitude otimista, a qual pode ser desenvolvida ao assumir o papel de observadora. "Olhe a situação como se não fizesse parte dela: você terá mais leveza e encontrará novas saídas", sugere George.


4. Sociabilidade

Estudo do psiquiatra americano Steven Wolin revelou: 35% das crianças com histórico de vida difícil (como maus-tratos e fome), e que conseguiram superar, tinham maior facilidade para se relacionar. Diz George: "Devemos criar laços com  quem nos dá força e segurança".

Treino
Cultive seus relacionamentos. "O segredo é se mostrar interessada, presente e útil", ensina ele. Que tal usar o Facebook para nunca esquecer o aniversário dos amigos?

Para uma boa injeção de ânimo, inspire-se em pessoas corajosas


5. Iniciativa

Não adianta esperar que a solução para os problemas caia do céu. Só você tem o poder de mudar sua vida. "Iniciativa é o impulso necessário para desenvolver e conquistar projetos positivos. Esse movimento combate a estagnação e a depressão", alerta Elko.

Treino
Quem vive de passado é museu, portanto, viva o presente olhando para o futuro. Não é porque ontem foi difícil que hoje também será. A cada dia podemos recomeçar. Precisa de uma injeção de ânimo? Espelhe-se em pessoas corajosas e com boas propostas de vida. "O exemplo dos outros nos dá gás e nos ajuda a caminhar com firmeza em direção aos nossos objetivos", aconselha George.


6. Autonomia

Você não é responsável pelo comportamento de ninguém - apenas pelo seu. "Cada um é dono da própria cabeça e dos pensamentos", diz Claudia. Ter a habilidade física e emocional de se afastar de situações ou pessoas que nos fazem mal é uma característica fundamental.

Treino
"Faça um esforço para concentrar-se no que é positivo em sua vida, sem valorizar as situações contrárias", avalia George.


7. Determinação

"Quando há determinação, há superação", diz Claudia. "Aprendi essa lição num estudo realizado com mais de 180 pessoas que viveram grandes sofrimentos e, ainda assim, mantiveram-se fortes, determinadas, invencíveis." Sim: até o fim os sobreviventes enfrentam e resistem, com esperança.

Treino
Nunca abra mão dos sonhos antes de realizá-los. "Para tanto, decida não desistir. Isso fortalece o desejo de vencer", ressalta ela.


8. Coragem

Depois de um baque é preciso reaprender a viver. "É fundamental aceitar a dor e respeitar o que você está sentindo, sem medo nem vergonha. Mas nada de se entregar", afirma Claudia.

Treino
Assuma um compromisso sério com a felicidade. Ao mesmo tempo, não fuja da dor - quando ela aparecer, viva o luto, mas ponha um limite nele. "Se agir assim, não será qualquer ventinho a derrubar você", enfatiza Claudia. Respire fundo, reconheça seus erros e siga em frente.
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