quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal de novo!


Chega mais uma vez o Natal.
Que brasileiro gosta de festas é inegável, mas a festa de Natal está amplamente descaracterizada.
Papai Noel assumiu como festa dele e destronou o aniversariante, de quem, aliás, ninguém soube ao certo o dia exato em que nasceu. Mas era para ser comemorado o aniversário dele, já que o nome da festa é Natal...
Talvez seja por isso que nunca dei importância a esse dia. 
O que mais me surpreende nem é a troca do aniversariante por um gordo vestido de vermelho, numa carruagem puxada por renas. Surpreende-me, verdadeiramente, a hipocrisia do ser humano que alardeia perdão aos inimigos, faz votos de felicidades, troca presentes, sente-se na obrigação de consumir tendo ou não verba para tal feito, neste dia. 
Não que eu ache desimportante tudo isso, mas escolher apenas um dia do ano para ser amigável, perdoador, humanitário, cheio de boas intenções, carinhoso, atencioso e amoroso, e nos demais dias, viver como sempre viveu, com rancores, mágoas, falta de humildade, sendo extremamente competitivo, desonesto, corrupto, mau pai, má mãe, mau filho, usando de uma agressividade ímpar, sem respeito aos homens e aos animais, sem respeitar sequer o planeta em que vive, enfim, sem nenhum traço de amor a si e ao próximo, faz da pessoa um ser despreparado para viver em sociedade. Pura e mera hipocrisia!
Não pactuo com isto. Não me presto a viver assim.
Tenho para mim a concepção de que todos os dias são próprios para se manifestar o Amor, sim, Amor com maiúscula, aquele mesmo Amor que Deus tem por tudo o que criou.
Mas o que vejo na realidade é que o Homem se esquece de seu Criador, já não o louva e nem obedece. Isso, dizem alguns, é para os "ignorantes", os "fanáticos", os "lunáticos".
Os "espertos", os "inteligentes", os que sabem realmente viver, celebram a hipocrisia vestida de vermelho, ainda que nem tenha neve e o gordo todo vestido esteja suando às bicas... 
Tente uma vez mais ser feliz, povo natalino!
F. M. A.