domingo, 3 de outubro de 2010

Conversão

Quando entraste em minha vida
Foi como se um vendaval
Abrisse de par em par
Uma janela cerrada.
Era noite em minha alma
E me achei desnuda
O corpo evolvido em lodo.
Vi-me assustadoramente
como jamais me vira antes
Sem caráter
Sem medida
E gravemente ferida. 
Quis cobrir-me,
Ocultar-me,
Mas no lugar de vestes
Só haviam trapos de imundície.
E Tu, vendo minha aflição,
Me disseste brandamente
Que me lavarias com Teu Sangue puro
E em mim colocarias
Vestes alvas feito a neve.
E, desde aquele dia,
Fiz morada em Teus braços
E Te amei, profundamente...
Por isso a cada dia que amanhece
Eu Te agradeço
E ao anoitecer
Eu Te louvo
Porque em toda a minha vida
Jamais provei Amor assim...