Um pouco do que a mente humana pode produzir ou reproduzir num pequeno espaço, com muito amor.
Relógio
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Borboleta
Na fragilidade da borboleta
de asas diáfanas
meu coração se retrai
se contrai
e se avoluma.
Sinto-te tão perto!
Quero e preciso aproximar-me mais
Estar contigo
mas te diluis
e, como água entre pedras
corres...
Eu te quero aqui
mas já não estás...
Bato as asas sem voar
e vou ficando
onde tinhas o teu lugar...
AMIGOS LOUCOS E SÉRIOS
AMIGOS LOUCOS E SÉRIOS
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Autor
Marcos Lara Resende
Marcos Lara Resende
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
A UM AUSENTE
A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 8 de dezembro de 2012
Mãe, minha mãe, meu doce alento,
Fonte onde cedo aprendi o amor,
e também meu mais íntimo tormento.
Amei-te em vida como a uma jóia
que de tão rara nunca soube o preço,
porque a nada pude comparar-te,
sem te sentir a tudo inigualável!
Pensando no que foste, me enterneço.
Como queria ter-te novamente
sempre ao meu lado, como companheira
nas duras lides, nas batalhas vãs,
nas agonias e alegrias tantas,
nos meus prazeres e meus desvarios,
nas minhas dores entre meus afãs,
nas minhas graças que pensei só minhas
mas que advinham da tua presença.
Hoje me sinto, mãe, tão despojada,
empobrecida, carente de ti.
Eu desejava ser independente
e hoje percebo que sou infeliz
por ter perdido tua mão amiga
por não ouvir-te mais a voz tranquila,
a dar-me os teus tão sábios conselhos,
de uma mulher valente e decidida,
que conhecia o mundo e a própria vida.
Ah, se eu pudesse, mãe rever-te agora!
ouvir-te suavemente me dizer:
_Tenha calma que tudo se resolve!
Eu certamente seria mais segura,
mais humana e menos infeliz!
São só lembranças vivas que atormentam
meu peito que, apertado, não tem ar
para gritar-te, até que tu me ouças:
Como é possível eu deixar de amar
a minha mãe, que já se foi sem volta,
mas, creio, sei que vou reencontrar?
Pai amado, nesse dia 04/12 foi o dia do aniversário de minha mãezinha. Sei que não posso estar em sintonia com ela, mas peço-Lhe que lhe transmita o meu amor e carinho, meus parabéns e minha saudade!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
Barbra Streisand - If I Could
Se eu pudesse, meu filho... como eu gostaria!...
Faria qualquer coisa por você.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
DJAVAN esquinas
Algumas das esquinas alguns podem saber, mas o que senti ao passar por elas, só eu sei...
domingo, 25 de março de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Eu fugitivo
Quando precisei de mim
não me vi.
Parti a minha procura,
mas já me distanciara demais.
Tentei fazer de ti meu eu fugitivo,
mas tu te perdeste no rodopio,
pois tua fraqueza era maior que a minha...
Sorri de mim mesma
e me julguei profunda, forte,
mas não pude me divisar
Insana!
De triste tornei-me insana.
A vida não faz sofrer!
A alma que mora em mim,
Esta sim, errando sempre,
põe-me os dentes a ranger.
Sair de mim! Ah, meus sonhos...
Vi-te neles tão pequeno
como te tornaste, eu insone.
Dói-me estar desperta e ver
o que sonhei não ser sonho.
O rancor, se em mim espalha,
que me chego a sentir lúcida...
Já chega com tudo isso!
Sou insana, sei ser insana.
Nasci para ser insana!
O sofrimento é uma marca
que a nada mais justifica!
Falsidades mútuas...
Descobrir-te falso, frio,
com aparência tão doce,
faz-me pensar como fosses
pedra de fundo de rio.
A verdade tem tal força
a atravessar tempo e espaço
que os versos de amor que faço
fazem que a alma se torça.
Não foi amor que vivemos.
Nada fomos, nem seremos
depois de tal descoberta.
Fui-te infiel, tu mentiste.
O que nos sobra é tão triste...
Mas minha alma está liberta!
Ao meu poeta
Morreram todos em um
e ele sem saber
que começaria a Vida
sem mais tormentos
sem indagações
e nem que a nós legava
um universo de beleza
e de infindáveis questionamentos...
Natal de novo!
Chega mais uma vez o Natal.
Que brasileiro gosta de festas é inegável, mas a festa de Natal está amplamente descaracterizada.
Papai Noel assumiu como festa dele e destronou o aniversariante, de quem, aliás, ninguém soube ao certo o dia exato em que nasceu. Mas era para ser comemorado o aniversário dele, já que o nome da festa é Natal...
Talvez seja por isso que nunca dei importância a esse dia.
O que mais me surpreende nem é a troca do aniversariante por um gordo vestido de vermelho, numa carruagem puxada por renas. Surpreende-me, verdadeiramente, a hipocrisia do ser humano que alardeia perdão aos inimigos, faz votos de felicidades, troca presentes, sente-se na obrigação de consumir tendo ou não verba para tal feito, neste dia.
Não que eu ache desimportante tudo isso, mas escolher apenas um dia do ano para ser amigável, perdoador, humanitário, cheio de boas intenções, carinhoso, atencioso e amoroso, e nos demais dias, viver como sempre viveu, com rancores, mágoas, falta de humildade, sendo extremamente competitivo, desonesto, corrupto, mau pai, má mãe, mau filho, usando de uma agressividade ímpar, sem respeito aos homens e aos animais, sem respeitar sequer o planeta em que vive, enfim, sem nenhum traço de amor a si e ao próximo, faz da pessoa um ser despreparado para viver em sociedade. Pura e mera hipocrisia!
Não pactuo com isto. Não me presto a viver assim.
Tenho para mim a concepção de que todos os dias são próprios para se manifestar o Amor, sim, Amor com maiúscula, aquele mesmo Amor que Deus tem por tudo o que criou.
Mas o que vejo na realidade é que o Homem se esquece de seu Criador, já não o louva e nem obedece. Isso, dizem alguns, é para os "ignorantes", os "fanáticos", os "lunáticos".
Os "espertos", os "inteligentes", os que sabem realmente viver, celebram a hipocrisia vestida de vermelho, ainda que nem tenha neve e o gordo todo vestido esteja suando às bicas...
Tente uma vez mais ser feliz, povo natalino!
F. M. A.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Goodbye - Lionel Ritchie(Legendado)
Hoje é o dia do aniversário do meu único filho, Rafael. Mesmo não estando mais comigo, faço uma homenagem, não pensando em despedidas, mas em reencontro.
Uma vez mais, como em tantos dias, peço ao Senhor que lhe dê os parabéns por mim e lhe conte da minha saudade, do meu amor e da minha espera em reencontrá-lo.
Obrigada, meu Deus, por me permitir conhecer e amar esta jóia que o Senhor um dia me emprestou.
sábado, 12 de novembro de 2011
A felicidade pode demorar
Dizem por aí que este texto seria do Luis Fernando Veríssimo. Não creio,
pelos erros de concordância, mas parabenizo o autor, seja ele quem for...
sábado, 24 de setembro de 2011
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